Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza

... sobre o território comum, olhar a realidade de forma integral e de modo científico

Sara Andreia Freitas de Lima Silveira

Impacte de Pittosporum undulatum na vegetação natural dos Açores: o estudo de um caso na ilha Terceira

Orientador:
  • Rui B. Elias

  • Dissertação disponível em: http://hdl.handle.net/10400.3/1310

    Resumo

    […].Se começarmos do princípio e percorrermos o caminho que nos leva à actualidade, poderemos ver que as espécies não nativas têm de passar, pelo menos, por três fases antes de se encontrarem capazes para infligir danos ecológicos ou económicos. Todas as espécies não nativas começaram, originalmente, por serem indivíduos que foram apanhados das suas áreas de distribuição natural, transportados para novas áreas e deixados na natureza. Estes indivíduos têm, então, que estabelecer uma população auto-sustentável dentro da sua nova área natural de distribuição, ou então a população em causa poderá crescer abundantemente e expandir-se para além do que deveria ser a sua área natural de distribuição, ou ainda, a população poderá continuar em pequenos números no seu local de distribuição (Lockwood et al. 2007). Tipicamente é só quando a população não nativa se começa a espalhar abundantemente que começam a ocorrer algumas formas de danos ecológicos ou económicos, passando então a ser designada de “invasora”. O conhecimento das fases do processo de invasão permite um reconhecimento explícito das acções humanas tanto como facilitadores ou inibidores da transição de uma fase para a outra (Lockwood et al. 2007). A transição da espécie para cada fase exige a ultrapassagem de várias barreiras ecológicas. Williamsom (1996) foi um dos primeiros ecologistas a retratar a invasão ecológica como uma série de barreiras a serem transpostas. Uma das suas ideias chaves era o reconhecimento de que a maioria das espécies que têm oportunidade de passar uma fase do processo de invasão não o faz com sucesso. […]

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